sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Adeus

Estou morrendo, indo embora,
Estou deixando este mundo
Eu sinto, o sangue fugir de minhas veias, como se tivesse medo de mim
Sim, eu sinto. Sinto a fraqueza, pouco a pouco, tomando conta de mim
Sinto as batidas de meu coração enfraquecendo
Sinto meu tempo de vida se esgotando
Como a areia de uma ampulheta
Sinto frio, no corpo e na alma
Sinto um vento, alisando meu rosto
Tudo está tão cinza!
Posso sentir minha alma alçando vôo
As correntes que me prendem a esse mundo,
Finalmente estão sendo quebradas
A visão sumiu de meus olhos,
As minhas veias...
É como se a tinta da caneta houvesse acabado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário